quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Quer ganhar desconto? LISTA AMIGA! até o dia 9 de fevereiro.
Coloque no comentário seu nome completo e em qual cidade vai participar.
  
Saia de Casa... Que faz milagre! é um evento cultural realizado pela RastaFire Produções, onde ocorre shows musicas, intervenções visuais com graffiti e projeções de imagens e exposições das mais variadas obras confeccionadas por artistas de rua.



Acontece mensalmente com edição dupla mantendo a mesma grade de atrações em ambas às cidades baianas, sendo uma em Salvador e outra em Camaçari, onde surgiu essa ideia.

Saiba mais sobre os artistas que irão se apresentar nesta edição:



 2DECK na foto: KBÇA Beatbox e os mcs MACEDO e URI

DOUBLE DECK são "Multiplosentidos", a rua é Double Deck, o skate é Double Deck, a música é Double Deck, somos todos nós Double Deck. Um grupo de RAP “Ritmo e Poesia”, liderado por uma dupla de MC’s, “Mestres de Cerimônias”, que teve inicio em janeiro de 2008 quando URI, um dos precursores do movimento Hip Hop em Camaçari/BA, que já desenvolvia seus trabalhos na cidade e em outros municípios, juntou-se a MACEDO, que após alguns anos na capital baiana, onde conheceu o movimento e começou a desenvolver seus trabalhos, retornou a sua cidade natal. A ideia de formar o grupo surgiu em uma JAM-Session na "Aldeia Hippie de Arembepe" onde fizeram rimas juntos pela primeira vez, daí pra frente à parceria veio se fortalecendo a cada dia e depois de dois anos de formação a “2DECK” ganha novo formato com o firmamento de KBÇA Beatbox como integrante e uma parceria com o DJ Leandro, e não para de dar frutos positivos, entre eles o primeiro álbum de autoria dos mesmos, intitulado "Múltiplosentidos".

Gravado no estúdio Freedom Soul Records por Mr. Armeng e *DJ Leandro, responsável também pelos Scratches e Mixagens, o disco trás canções que agitam os shows e estão na boca do povo a exemplo de: Double Deck, Ruas e caminhos, Reflexão Contemporânea, além de participações de nomes importantes como: Muleca XIII "Pluralidade cultural", Italo Oliveira “Via JAH”, Ricky (Representa CLAN) "Representa", *Calibre MC "Correndo nos corres", produtor musical de todas as faixas com co-produção de *Uri Menezes que dirige esse time e essa obra, com a produção executiva do Representa C.L.A.N (Coletivo de Linguagem artística natural), o disco tem LANÇAMENTO previsto para o primeiro semestre de 2012.

Double Deck tem seus shows com duração de 1h, trazendo canções com ritmos diversos desde a escolha de um “sampler a cada efeito ou drum-kit” utilizado em sua musicalidade a exemplo de “Double Deck”, “Via JAH” e “Representa” hits que não deixam ninguém ficar parado, casado com poesias criativas, coerentes e construtivas que estão no disco “Múltiplosentidos” e também conta musicas de trabalhos paralelos e a participação de outros artistas que dão uma grande contribuição no tempero de cada apresentação.



COMANDO SELVA 22 (RJ) na foto: MV Hemp - Muleca XIII – Dropê EJC.

O Comando Selva começou como uma gíria entre amigos, o significado é: Todos que tem um sonho e acreditam nesse sonho, buscam por ele independente da opinião e pressão de outras pessoas sãoCOMANDO SELVA. A partir dessa ideia que foi iniciada em meados de 2003 surgiu o coletivo Comando Selva, que ia além da gíria e já se colocava em posição de um coletivo ativo na área sociocultural. Contando com elementos de todas as áreas profissionais como poetas, escritores, artistas plásticos, jornalistas, ambulantes, advogados, músicos, produtores, lideres comunitários, professores, atores, cineastas, entre outras.

Nossa ideologia sempre foi absolutamente livre, não importa o que você faz ou que estilo curte se você se identifica com a nossa ideologia você é COMANDO SELVA. O coletivo teve uma forte influência da cultura Hip-Hop como ferramenta de expressão através do Ritmo e Poesia que na nossa visão nada mais é do que uma reciclagem musical, não importa o ritmo que você use e a Poesia que você incorpora nesse ritmo. Depois de certo tempo vimos à necessidade de se desprender dos rótulos até o do Hip-Hop e hoje somos músicos e produtores culturais resumidamente. Uma parte muito importante da nossa História para nos reconhecermos como Produtores de cultura e Músicos com identidade 100% Brasileira foi as viagens de pesquisa que começamos a fazer por volta de 2005, viagens essas sem nenhum tipo de apoio e com poucas condições financeiras, mas riquíssimas de conteúdo que mudaram nosso meio de pensar e de ver o real valor da nossa cultura. 
Começamos a perceber que o Rio de Janeiro, cidade onde moramos, tinha uma influência estrangeira muito forte e pouca identidade nacional. Nesses anos que estamos viajando dessa forma passamos por lugares como: Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais (Belo Horizonte e Juiz De Fora), Santa Catarina (Florianópolis e Balneário Camboriú) Paraná (Curitiba) Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Bahia (Salvador e Itacaré), Goiás (Goiânia e Alto Paraíso), Distrito Federal Pernambuco, Maranhão.

Promovemos também outros eventos em Favelas, a cultura na favela é um dos focos do nosso coletivo. Apresentamos um programa de auditório chamado RECICLANDO PENSAMENTOS, que envolve Ritmo, Poesia, Debates e novos músicos, além do mutirão de grafite. Exposições de arte com materiais encontrados no lixo "LIXO URBANO" e a TV IMPROVISO. A nossa ultima Coletânea lançada que se chama "RAIZ BRASILEIRA".


Download: 
http://www.4shared.com/file/4VcITqwh/Comando_Selva_22_-_Coletnea_5_.htm




VITROLA71 Dj's Turntablism na foto: Leandro e Indio.

Dois dee jays em total sincronia operam 4 toca-discos e o que mais tiver de tecnologia musical de forma épica e magistral, assim é o Vitrola71. Não é apenas uma dupla de dee jays discotecando ou duelando, é um duo que funciona perfeitamente bem, é como se fosse um Kintaro, aquele gigante de quatro braços do jogo Mortal Kombat, mas ao invés de socos a Vitrola71 usa esses quatro braços para riscar bem os discos.

Esse Kintaro é formado da junção de dois dos dee jays mais conceituados de Salvador, Dj Indío e Dj Leandro, ambos com trabalhos solos renomados e aprovados por toda cena local, quiçá nacional. O duo em meio a scratchs, mixagens passeia por clássicos da música black music, Soul, R&B, Reggae, Rck, Eletro, Música Latina e nesse passeio faz uma verdadeira viagem por diversos momentos da música rap, sem deixar, é claro, o dinamismo e versatilidade ímpar que lhe são inerentes, fazendo assim o público delirar e suar com a performance apresentada.

Se você pensa que o Vitrola71 se contenta apenas com as apresentações está absurdamente enganado, esse projeto vai além e se propõe a realizar workshops, cursos e oficinas culturais, uma verdadeira aula sobre a origem e evolução da discotecagem. Por conta desse amplo conhecimento, competência e qualidade o Vitrola71 já foi convidado a se apresentar em eventos como Festival de Verão 2010, Carnaval Salvador 2010, Verão Coca Cola Indor Games 2010, Baile Black Burn e nas mais variadas festas rappers da cidade. Se vocês querem ver uma dupla de Dee Jays fazerem os toca-discos fritarem, não podem deixar de ver uma apresentação desse duo.



DAGANJA


Um rapper soteropolitano  que já passou por grupos de rap como Testemunhaz & Afrogueto. Tendo como seu primeiro registro fonográfico o disco “A vida nos ensina “ com a banda Testemunhaz  e depois veio o  “ Exijo Respeito “  do Afrogueto  onde participa em duas musicas do disco.

Em novembro de 2008 numa parceria com a Coro de Rato e a Positivoz DaGanja Lançou o seu  disco solo intitulado de “Entre Versos e Prosas”  O disco reflete a bagagem musical que o artista adquiriu em sua vivência com músicos de diversos estilos da cidade de Salvador.

É possível perceber a influência do som do samba-reggae, do samba-duro, soul, dub, MPB, e até raízes caribenhas, que misturadas a fortes batidas de rap, fazem uma trilha perfeita para as letras que falam das ruas, espiritualidade, batalha, vitórias, conquistas, dores e amores, dentre outros assuntos, que são transformados em rimas pelo rapper.








DIMAK


Nascido na cidade de Salvador, em 07 de outubro de 1973, Marcelo Roberto da Silva Santos conhecido pelo nome artístico DIMAK, começou a esboçar suas aptidões pelo desenho ainda na infância. Mas foi na adolescência que o hobby deu lugar ao caminho que escolheu para trilhar profissionalmente. O seu primeiro contato com a intervenção urbana a princípio foi com a pixação, e logo em seguida o graffiti, onde a variedade de cores e as múltiplas formas de expressão o conquistaram em definitivo.

Com forte inclinação para o figurativo, busca trazer a tona uma carga emocional nas expressões de seus personagens, onde os traços de origem afro-descendente são notórios, remetendo à sua procedência étnica e cultural.
Atuante na cena do graffiti e Hip Hop desde 1996, já espalhou seus trabalhos por Salvador, algumas cidades do interior do estado baiano e do país.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A “faxina” da privataria tucana

Por Altamiro Borges

No epílogo do livro “A privataria tucana”, o premiado jornalista Amaury Ribeiro conclama a sociedade a desvendar o que ocorreu no criminoso processo das privatizações das estatais no reinado de FHC:

*****

Varrer a sujeira para debaixo do tapete, como se fez tantas vezes, não é mais possível. Não há tapete suficiente para acobertar tanto lixo. O Brasil, que escondeu a escravidão e ainda oculta a barbárie de suas ditaduras, não pode negar aos brasileiros a evisceração da privataria. Quem for inocente que seja inocentado, quem for culpado que expie pela culpa.

Se isso não acontecer, isto é, se a memória do saque não se tornar patrimônio dos brasileiros, o país poderá repetir esta história, mais cedo ou mais tarde. Não é demais reparar que, na América Latina, estamos atrasados nestas providências. No México, o ex-presidente Carlos Salinas de Gortari – espécie de santo padroeiro da privataria latina – crivado de denúncias de corrupção, saltou em seu jatinho e fugiu para Nova York. Na Bolívia, após privatizar até a água, que entregou à francesa Suez-Lyonnaise des Eaux e à norte-americana Betchel, o “modernizador neoliberal” Gonzalo Sánchez de Lozada foi ejetado do seu trono aos gritos de “assassino” e voou para Miami.

Tripulando uma razia privatizante que liquidou até mesmo estatais que davam lucro e um processo de concentração de renda que desempregou 30% da população nativa, Carlos Menem virou sinônimo de azar. Na Argentina, as pessoas dizem “Mendéz” para não pronunciar seu nome receando uma catástrofe. No Peru, após aprovar sua segunda reeleição, Alberto Fujimori evadiu-se do país sob acusação de surrupiar US$ 15 milhões do erário e autorizar a execução de dissidentes. Condenado a 25 anos de prisão, Fujimori admitiu, depois, ter concedido propinas – “briberization”, como diria Joseph Stiglitz – o que somou à sua pena mais alguns anos de cadeia.

(...)

Resta saber se quem interpreta o Estado Mínimo como uma perversidade ineficaz – aqui ou em qualquer outro lugar – está disposto a fazer valer sua condição cidadã e exigir da Polícia, do Fisco, do Ministério Público e da Justiça que cumpram sua parte. Se jogar uma luz sobre este passado ainda imerso nas sombras, este livro, que termina aqui, terá cumprindo a sua parte. E tudo o que houve terá valido a pena.


*****

Maior assalto ao patrimônio público

O livro de Amaury Ribeiro não é apenas “uma luz sobre este passado ainda imerso nas sombras”. É um canhão de holofotes que devassa os subterrâneos da privatização, “o maior assalto ao patrimônio público da história do Brasil”. É a peça que faltava para entender o que ocorreu naquele período de êxtase neoliberal, de desmonte do estado, da nação e do trabalho.

Nas suas 343 páginas, um terço delas com documentos oficiais, o livro comprova que a privataria serviu para enricar meia dúzia de empresários, que concentraram ainda mais as riquezas, mas também para desviar recursos públicos para tucanos de alta plumagem, que se utilizaram de mecanismos engenhosos de lavagem de dinheiro e de paraísos fiscais.

Filha, genro e ex-tesoureiro de Serra

Fruto de dez anos de investigação jornalística, o livro desvenda “a conexão entre a onda privatizante e a abertura de contas sigilosas e de empresas de fachada nos paraísos fiscais do Caribe, onde se lava mais branco não somente ‘o dinheiro sujo da corrupção’, mas também do narcotráfico, do contrabando de armas e do terrorismo. Um ervanário que, após a assepsia, retorna limpo ao Brasil”.

Entre os beneficiários do saque, o livro desmascara o falso ético José Serra. Com farta documentação obtida em juntas comerciais, cartórios, Ministério Público e Justiça, ele comprova que seu clã e sua turma realizaram movimentações financeiras sinistras com a grana das privatizações. Surgem os nomes da sua filha, do seu genro, do seu primo e do seu ex-tesoureiro de campanha, entre outros privatas.

Urgência da CPI da Privataria

A obra é devastadora. Nos seus 16 capítulos, que serão sintetizados aqui numa série de artigos, fica patente a urgência da criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das privatizações, proposta pelo deputado Protógenes Queiroz. É inconcebível que toda esta sujeira fique debaixo do tapete! Em tempos de “faxina”, como alardeia a mídia udenista, é urgente limpar a história do Brasil.

O nível deprimente do debate político no Brasil

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Concorde-se com que não é só aqui. Por influência dos Estados Unidos, a América Latina inteira faz política por meio de verdadeiras brigas de rua em que prevalece quem consegue xingar e acusar de forma mais virulenta e insultante, mesmo que isso se deva a ter como propagar melhor suas arengas por ter a mídia ao seu lado.
Não importa se é assim que outros países da região fazem. Vivemos no Brasil. Não é porque os vizinhos fazem política só por meio de lutas encarniçadas que temos que continuar assim.
A que se reduziu o debate político, neste país, se não a acusações mútuas de ladroagem entre os dois grandes grupos que dividem a política nacional? E, ainda por cima, com o concurso de partidos de uma terceira via de extrema-esquerda que enveredam pelo mesmo caminho tortuoso da desqualificação simultânea dos dois grandes adversários.
O processo se inicia com o clima estabelecido pela mídia. Os seguidores desses jornais, revistas e sites corporativos recebem cargas de denúncias contra petistas e aliados, saem repetindo, ipsis-litteris, os bordões criados para esse fim, mas os beneficiados por esse esquema, o PSDB e os aliados dele, recebem o troco na mesma moeda, pois é nesses termos que o debate foi estabelecido.
Se a mídia quisesse, poderia instilar um comportamento menos ensandecido em atores políticos e militância. Se não tivesse optado por escolher um lado, o debate político melhoraria de nível em pouco tempo. Os grupos políticos passariam a debater visões sobre a administração do país, dos Estados e municípios, o que seria uma benção.
Denúncias de corrupção passariam a ser feitas de forma menos leviana, sobre casos consistentes e não sob exageros que visam transformar o outro lado no “mais corrupto da história”. E ambos os lados acabariam por adotar procedimentos comuns diante de casos de corrupção entre os adversários, não se dispondo a culpar a todos pelo que fizessem alguns.
Claro que cada grupo continuaria a ter seus assaltantes, mas uma imprensa isenta e crível poderia fazer a distinção entre joio e trigo e, assim, chamar à razão quem só pensasse em exterminar o adversário valendo-se da descoberta de que entre suas hostes alguém se corrompeu.
Sonho de uma noite de verão? Claro que é. A vida não é bela. O homem tem essa natureza deletéria.
Todavia, há, sim, sociedades nas quais não há uma só forma de fazer política – acusando o adversário de ladrão e outras “gentilezas” análogas. Mas essas sociedades só conseguiram chegar a esse estágio após colocarem a comunicação de massas a seu serviço.
Hoje, no Brasil, o cidadão comum, aquele padrão de brasileiro que pouca importância dá à gritaria de parte a parte entre a classe política e a mídia por não ter como distinguir o que é acusação verdadeira do que é apenas luta política, vai ficando impermeável a denúncias de corrupção.
Inexiste hoje, em nosso país, um ente apartidário ao qual se possa dar crédito para apontar o que está certo e o que está errado entre este ou aquele grupo político. A imprensa deveria exercer esse papel, mas, infelizmente, ela se tornou notícia, uma protagonista da comédia política, ainda que sem intenção.
Todos os partidos têm os que buscam se locupletar e aqueles que apenas têm idéias das quais se pode discordar, mas que não são canalhas. A comunicação de massas poderia separar uns de outros, se fosse séria.
E o pior é que a falta de seriedade da mídia não muda mais nada na percepção que o povo tem da política. Que resultado ela colheu do bombardeio, da sabotagem incessante do governo Dilma? Nenhum, ao menos em termos de prejuízo de sua imagem.
E Lula, então… Não poderia ser mais popular. Nem mercenários contratados para difamá-lo conseguiram sequer arranhar sua popularidade simplesmente porque ninguém mais dá bola a denúncias de corrupção.
Não há luta mais importante para o Brasil neste momento histórico, portanto, que não seja a de democratizar, de civilizar e de tornar séria a comunicação de massas. Sem isso, este país ainda correrá risco de cair nas mãos do que há de pior na política, tanto de um lado quanto do outro.
Se você ficou deprimido, não se pode culpá-lo. É deprimente mesmo esse quadro político vigente em nosso país. Mas, para não deixá-lo terminar o texto assim, uma boa notícia: há gente que está lutando com muita seriedade para dar ao Brasil a mídia de que tanto precisa. Um dia chegaremos lá. Temos que acreditar nisso.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O dia amanheceu como outro qualquer, o fator especial é que minha Tia Nane (RS) está na casa de minha mãe. Previamente marcamos de ir a praia, até as 9h parecia impossível por causa do tempo nublado, aproveitamos pra tomar café em família e esperar o sol aparecer. Um pouco antes das 10h ele começou a dar o ar da graça como se falasse "calma que estou chegando", nos arrumamos e partimos, a Tia, a Mãe e eu. 


Nos 5 minutos de caminhada o brilho solar aos poucos iam aumentando, de longe enxergamos o azurzão do mar , sentimentos a brisa do vento e ouvimos os barulhos das ondas. Praia sem barracas, mas com barraqueiros improvisando as vendas, mesas, cadeiras e o isopor. Sentamos na mesa conversa vai conversa vem discutimos sobre a vida, as escolhas, o sul, a família, os valores, árvore genealógica e tudo mais. Detalhe a água de coco estava inflacionada R$3,0 papeis de equivalente geral.


Dois detalhes chave um: encontrei um amigo da infância,  ideias rolaram e depois um pulo no mar. E o segundo passou um filme na mente, eram jovens estudantes secundaristas na beira da praia comemorando o final do ano, divertindo-se, alegres, interagindo, alguns namorando, outros no mar. A nostalgia tomou conta de mim, as lembranças da turma na praia no Jardim de Alah, no parque Costa Azul fazendo o sambão, tomando vinho e comendo gula. 


O Thales de Azevedo abriu a cortina dos olhos para o mundo, lá tive acesso a  informações, conheci o movimento estudantil na "Revolta do Buzu", tive a oportunidade de conhecer a UJS organização que atuo com muito orgulho e fazer parte do primeiro espaço político do jovem, o grêmio estudantil. Mudou minha vida completamente e é por isso que defendo a importância dos grêmios estudantis em todas as escolas, como mecanismo essencial para a democratização da educação, sem o grêmio os estudantes não tem voz e sem a voz do estudante a escola não é democrática. 




PS: O tempo passa rápido se cuida ou é atropelado. 


PS²: Na foto os primos gaúchos e baianos com o vô.


PS³: Contagem regressiva faltam seis dias.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011




Um belo dia ensolarado para um grande momento de se pensar e fazer mais cultura acontecer. Nesse ato vamos trabalhar a composição poética e variedades rítmicas para a contrução da musica RAP.


A oficina foi ministrada por Alex Ras e Uri MC ambos membros da RastaFire Produções e Representa CLAN (Coletivo de Linguagem Artística Natural), oriundo de Camaçari, composto artistas de diversas modalidades a e exemplo de: MC´s, DJ´s, Graffiteiros, Break Dancers, Skatitas, Beatmakers, Instrumentistas Musicais e Produtores Culturais que vem ao longo de suas ações se consolidando como um dos coletivos de Hip Hop de maior êxito no Estado da Bahia e que dialoga com coletivos buscando intercâmbios culturais.










Nesta atividade tivemos cerca de 20 participantes moradores da comunidade dos PHOC´s, jovens que tiveram boa absorção da temática desenvolvida, compreendendo melhor a origem deste movimento cultural e adquirindo técnicas de 

composição poética como o dicionário de rimas e o freestyle “estilo livre” como também é conhecida a arte de improvisar além de noções de ritmos diversificados para declamar as poesias ritmadas através de bases compostas com programas de áudio digital.
A oficina seguinte é a de Canto Falado e Melodia Instrumental.
      Por: Uri Menezes (RastaFire Produções).