A historia quase se repete
Passaram quase oito anos até aqui e a historia parece se repetir ou melhor repetir-se não inaugurar um novo ciclo com características do velho e do novo é assim o movimento cíclico da dialética da natureza. Em agosto de 2003 explodiu nas ruas da capital Baiana expandindo-se para toda região metropolitana grandes paralisações em todos os cantos, na sua maioria estudantes, jovens, populares defendendo a revogação do aumento, a melhoria do transporte público, meia passagem o ano inteiro incluindo sábado, domingo e feriados, meia passagem para estudantes de cursinhos pré vestibulares, congelamento da tarifa, passe livre para estudantes, educação de qualidade, liberdade de organização para os grêmios estudantis e por aí vai.
Conhecidentemente também foi o ano que fui estudar no Colégio Thales de Azevedo no Costa Azul, a partir daí iniciei minha trajetória no movimento estudantil primeiro na rádio da escola, depois grêmio e a ABES (Associação Baiana Estudantil Secundarista). O Agosto do Buzu segundo Jorge France é a segunda maior revolta popular que já aconteceu na historia da Bahia e é fator fundamental para até hoje, oito anos depois continuar no movimento estudantil, disciplinando minhas ideias numa organização revolucionária de juventude (UJS) e militando em um partido político (PCdoB). Ser fruto daquele caldo cultural, daquela revolta popular que transformou o país, que teve grande repercussão internacional, que influenciou em muitas instituições e forjou diversas lideranças, talvez seja o principal fator que me faz manter firme convicto de que mudar o mundo é possível.
Em janeiro de 2011 a historia quase se repete, após aumento arbitrário de R$2,30 para R$2,50 do prefeito João Bobão junto com sua quadrilha do SETEPS, os estudantes, a juventude organizada, resolveram dar um basta, ocupar as ruas contra o aumento da tarifa e pela cassação do prefeito João Henrique considerado o pior prefeito do Brasil que teve as contas de 2009 rejeitadas pelo tribunal de contas.
Os principais capitalizadores do Agosto do Buzu, o prefeito Jõao Henrique que se elegeu um ano (2004) depois e os empresários que planejaram uma estratégia de influenciar nos movimentos sociais a médio prazo pra barrar as mobilizações agora bebem do próprio veneno. Jõao Bobão e o SETEPS já tinham certeza da acomodação do movimento estudantil e não contavam com a ousadia da juventude para se organizar nas férias é ocupar as ruas.
A necessidade constrói a realidade, ano após anos como um ritual tribal sempre estavamos lá na Lapa fazendo zuada, fechando a pista, debatendo o transporte público no período das férias, normalmente meia duzia de gatos pingados com carro de som, a cara pintada, parecendo um bando de malucos. Sempre foi cansativo, desgastante se organizar pra questionar o poder público não é fácil, porém tenho orgulho de dizer que nós resistimos, resistimos sonhando que esse dia ia chegar, os estudantes força motriz das mobilizações populares iam se cansar dos desmandos do prefeito e SETEPS e ocupar as ruas mesmo nó período de férias demonstrando que o movimento estudantil VIVE e REVIVE!
PS: Documentário Revolta do Buzu, direção Carlos Prozato (primeira foto).
PS1: Saber que minha vida mudou depois da revolta e que podemos mudar a vida de centenas de jovens novamente me arrepia.
Conhecidentemente também foi o ano que fui estudar no Colégio Thales de Azevedo no Costa Azul, a partir daí iniciei minha trajetória no movimento estudantil primeiro na rádio da escola, depois grêmio e a ABES (Associação Baiana Estudantil Secundarista). O Agosto do Buzu segundo Jorge France é a segunda maior revolta popular que já aconteceu na historia da Bahia e é fator fundamental para até hoje, oito anos depois continuar no movimento estudantil, disciplinando minhas ideias numa organização revolucionária de juventude (UJS) e militando em um partido político (PCdoB). Ser fruto daquele caldo cultural, daquela revolta popular que transformou o país, que teve grande repercussão internacional, que influenciou em muitas instituições e forjou diversas lideranças, talvez seja o principal fator que me faz manter firme convicto de que mudar o mundo é possível.Em janeiro de 2011 a historia quase se repete, após aumento arbitrário de R$2,30 para R$2,50 do prefeito João Bobão junto com sua quadrilha do SETEPS, os estudantes, a juventude organizada, resolveram dar um basta, ocupar as ruas contra o aumento da tarifa e pela cassação do prefeito João Henrique considerado o pior prefeito do Brasil que teve as contas de 2009 rejeitadas pelo tribunal de contas.
Os principais capitalizadores do Agosto do Buzu, o prefeito Jõao Henrique que se elegeu um ano (2004) depois e os empresários que planejaram uma estratégia de influenciar nos movimentos sociais a médio prazo pra barrar as mobilizações agora bebem do próprio veneno. Jõao Bobão e o SETEPS já tinham certeza da acomodação do movimento estudantil e não contavam com a ousadia da juventude para se organizar nas férias é ocupar as ruas.
PS: Documentário Revolta do Buzu, direção Carlos Prozato (primeira foto).
PS1: Saber que minha vida mudou depois da revolta e que podemos mudar a vida de centenas de jovens novamente me arrepia.

3 Debatendo:
Conhecidência ou não 8 anos atrás o transporte estava aumentando de R$1,30 pra R$1,50 e agora é de R$2,30 pra R$2,50!
Que orgulho de vc, da sua movimentação, sua força de vontade, da sua inquietação para mudar as coisas.
Inspirador!
Vamo que vamo! A luta continua!
=*
O que me inspira é saber que tem milhares de jovens como eu e como você sonhando com outro mundo possível e construindo dia a dia.
Beijo.
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