O lanche
Pelos meados da noite lá estava me deslocando ao ponto de ônibus para ir pra casa após mais um dia de contratempos. Peguei o "galo da madrugada", o último do dia, saindo de Camaçari em direção a Salvador.
O cansaço psicológico ás vezes pesa se não segurar, a cabeça bate no chão, os conflitos do dia a dia sintetizados no consciente, refletindo para buscar uma, duas ou um monte de soluções que não são rápidas e nem mecânicas. Desci em frente a estação depois de acordar assustado tentando saber onde estava, puxei a carteira com os míseros R$6,50 dinheiros, extrai R$2,50 paguei a tarifa de entrada na estação e me sobrou a riqueza de R$4,0.
No dia me alimentei razoavelmente bem, almocei no saudoso feijão (africano) do Dudu (de toda segunda-feira) que alimenta o corpo e a alma, mais tarde comi carnes em Valdir com os amigos de quase todas as horas com quem tenho convivido mais que com a própria família. Resultado naquela altura já estava com fome, reparei um senhor que aparenta seus cinquenta e poucos anos e vende lanches diariamente tarde da noite na estação.
Demorou dois ou três minutos pra que eu chegasse até ele, tempo suficiente pra meus pensamentos viajarem nos transtornos diários que aquele senhor com aparência cansada passa, nos riscos e no esforço sobrenatural pra sustentar sua família. Fiquei pensando no cotidiano, no dia a dia do povo brasileiro, em quanto existem pensamentos mesquinhos, em como ás vezes nos colocamos no centro do universo imaginando que passamos as piores das situações e não agradecemos por sermos jovens, com saúde, com uma vida pela frente, com uma visão diferenciada da sociedade e com muita disposição. O olho encheu de lagrimas afinal sou um amante da humanidade inspirado no povo.
PS: Mandar uma saudação especial a presidenta Dilma que completa seus 64 anos hoje e desejar melhoras ao eterno presidente "Lula", confesso sou "Lulista".

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